segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pegando dona patroa no caminho

A sexta-feira chega e não chego em Porto Alegre/RS como planejado. Daí sai mais uma lição: planejar é bom. Ótimo é ter um plano B. Mas se não tiver plano B, simplesmente siga em frente.

Saio as 5h25min. Ainda está escuro e felizmente a estrada é duplicada e bem sinalizada. Dá para pilotar tranquilamente. Está fazendo um pouco de frio, iguais as manhãs anteriores. O problema é que começa a piorar. E muito! O frio incomoda tanto que, pela primeira vez, paro para me esquentar um pouco. Até então, só parava para abastecer.

Na conveniência do posto, dois caras chegam junto e fazem as perguntas de praxe: de onde vem?? Pra onde vai? Tudo isso de moto? Teve um que ficou mexendo na moto e eu não gostei. Ignorei. Me agarrei ainda mais com o meu café.

Enquanto tomava o café, deixei as luvas no escapamento pra esquentar. Porém, pela primeira vez, o escapamento não está tão quente. Dá pra tocar com a mão sem as luvas. O motor também está frio.

Sigo e o frio continua incomodando. Fico preocupado. A mão dói e eu sei que minha reação para frear ou desviar ficam mais lentas. Foco ainda mais na estrada e não percebo que passei da divisa. Paro pouco antes de chegar em Curitiba/PR. Pergunto no grupo do Whatsapp se tenho que voltar pra fazer a foto e me recomendam só abastecer e pegar o recibo.

Novamente o papo: de onde vem? Pra onde vai? E eu respondo: estou indo pro sul, mas antes vou passar no aeroporto buscar minha esposa. E o frentista uma outra pergunta: qual aeroporto?

Como assim? Tem mais de um aeroporto em Curitiba?

Foi um golpe de sorte, porque o GPS estava marcado para ir até o Aeroporto de Bacacheri. Minha esposa desembarcaria no Aeroporto de Afonso Pena. Refaço o roteiro e sigo.

Chego ao aeroporto meia hora antes do voo chegar. Enfim, um cronograma cumprido! Tenho tempo de sobra pra tomar um café e esquentar um pouco.

Pâmela desembarca trazendo na mão os alforges de nylon. Ela colocou um dentro do outro e que no espaço que sobrou, colocou o que pode de roupas. Desta vez, não trouxe o secador de cabelo (uhuu!).

Ficamos um tempo um tempo no aeroporto decidindo qual rota seguir. Ela quer conhecer Curitiba e, infelizmente, não temos muito tempo. Por fim, decidimos que iríamos somente ao Jardim Botânico.

Enfim juntos!

Ir pra Curitiba/PR e não fazer uma foto no Jardim Botânico
é o mesmo que não ir.

A muito contragosto dela, seguimos a viagem. Teremos somente 5 dias juntos e a ideia original prevalece: passear pelo Rio Grande do Sul. Como Curitiba/PR é mais perto, podemos voltar outro dia. Além disto, ainda tem a Serra do Rio do Rastro/SC pela frente.

Enfim em Santa Catarina
Na parada pra abastecer em Florianópolis, calculei que chegaríamos até Imbituba/SC. Achei um chalé interessante no Booking.com e tracei a rota. Quando chegamos ao destino, pra nossa surpresa, estava fechado. Rodamos atrás de chalés na Praia do Rosa/SC e batemos nos três que batemos, não havia ninguém pra atender. O que deduzi era que os chalés seriam alugados durante o dia e eles davam a chave. Desistimos e seguimos até Tubarão/SC.

Paramos em um motel na beira da estrada. Estava ficando muito tarde e Pâmela estava cansada. Já falei que nem todo motel oferece conforto para uma pernoite? Este motel foi ainda mais longe: a porta do quarto trava automaticamente e só é aberta se você interfonar para a recepção. E se pega fogo no motel? O funcionário vai lembrar de abrir todas as portas antes de sair da recepção? Bom... tô cansado e ignoro isso. Quero dormir cedo.

Após umas partidas de Candy Crush sentado no vaso, vou pro chuveiro. Afinal, hoje tem... #SQN. Saio do chuveiro peladão, todo animado, mas quando chego na cama:
Não, hoje não tem.
Ela estava com tanto frio que dormiu de calça jeans; calça de motociclista; meias; camisa; jaqueta de motociclista; e balaclava. Achando pouco, ainda puxou o lençol, uma tolha e minha segunda pele térmica pra se cobrir. Deixei ela como estava e só puxei o lençol pra me cobrir.

Não lembro o nome do motel, mas era próximo ao Champagne.
Rodamos uns 665 km (quase 666km!). Uma boa média apesar de tantas paradas.

Próximo post: Serra do Rio do Rastro/SC.

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