Bem vindo!
Primeiro, gostaria de informar que juntei todos os posts sobre a viagem pela BR 101 em uma página e não escrevi a volta pela BR 116.
Os vídeos da viagem estão no YouTube: Clique aqui para assistir!
Aprendi a pilotar aos 12 anos. Naquele tempo era comum o pai ensinar o filho a dirigir e comigo foi muito cedo. Já sabia dirigir carros, o que me dava a "manha" de meia embreagem e acelerar para sair sem estancar e sem trancos. Montei, com um enorme sorriso no rosto, a XL 125 Duty, uma moto alta para mim na época. A vontade de pilotar era maior que o medo de cair.
De um sonho a uma vontade.
Aprendi a pilotar aos 12 anos. Naquele tempo era comum o pai ensinar o filho a dirigir e comigo foi muito cedo. Já sabia dirigir carros, o que me dava a "manha" de meia embreagem e acelerar para sair sem estancar e sem trancos. Montei, com um enorme sorriso no rosto, a XL 125 Duty, uma moto alta para mim na época. A vontade de pilotar era maior que o medo de cair.
- Aqui é o freio. Aqui acelera. Você passa a marcha assim: primeira para baixo e o resto para cima. Pronto! Agora desça a rua e volte.
Foram as únicas orientações dadas pelo meu pai, o que não demorou nem 2 minutos.
Quando voltei, papai me perguntou se tinha tido algum problema. Respondi que não. Então me mandou dar umas voltas para treinar mais. Pronto! Tinha adquirido o vírus do motociclismo. Desde então sou apaixonado por moto e quando posso faço um "passeio" até João Pessoa/PB, Martins/RN e outras cidades no interior do Estado. Ainda não passei dos 900 km numa viagem.
Outro dia sonhei em fazer uma viagem e quebrar a barreira dos mil km. Pensei em fazer a BR 101 de ponta a ponta em cima de uma moto. Este sonho virou um desejo e agora está se tornando uma vontade. Um desejo é algo que dá e passa. A vontade não. E só quando a vontade é realizada é que você se sente pleno...
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fonte: Google Maps
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Utilizarei este blog para compartilhar o meu aprendizado de como planejar uma viagem deste porte e, se tudo der certo, a minha viagem saindo de Touros/RN até São José do Norte/RS, percorrendo mais de 4.500 km só na ida. A volta, a priori, será de avião, despachando a moto por transportadora.
Quero dividir ideias e estou aberto a sugestões e críticas. Como ainda não tenho uma data de partida, o planejamento será longo, sem pressa. |
Começarei minha viagem pelo planejamento do roteiro definindo os trechos parciais, o tempo de cada percurso e pontos de paradas.
Sabendo quantos dias de estrada, posso partir para o planejamento financeiro: gasolina, alimentação e hospedagem. O planejamento financeiro vai além disto: já que são mais 4,5 mil km, terei de incluir uma revisão da moto e trocas de óleo. Também devo incluir no orçamento o que vou precisar para me preparar e preparar a moto (pneu, corrente, bolsas, mochilhas, capacete, etc).
Por fim, planejar o que levar: câmera fotográfica, escova de dente, cuecas e meias.
A BR 101
Antes de conhecer a BR-101 de ponta a ponta, vamos conhecê-la de nome.Relembrando aquela aula de geografia sobre estradas brasileiras lá na quarta série (quinto ano, no modelo de ensino atual), quando nem imaginávamos dirigir carros ou pilotar motos, as rodovias brasileiras geridas pelo governo federal são nomeadas começando pela sigla BR seguido por três algarismos. O primeiro algarismo indica a categoria da rodovia enquanto que os dois últimos enumeram as rodovias de leste a oeste (no caso das rodovias longitudinais) ou de norte a sul (nas rodovias transversais). Informações mais detalhadas, aqui.
Se ainda não lembrou daquela aula, eu posso ajudar: a BR-101 é a rodovia longitudinal mais a leste do Brasil e começou a ser construída em 1954 no trecho Rio-Bahia. Segundo o DNIT, tem 4.551,4 km, indo de Touros/RN a São José do Norte/RS, passando por 12 estados Brasileiros. Seu nome oficial é Rodovia Governador Mário Covas, dada pela Lei nº 10.292/01. Atualmente, o trecho no Paraná não existe e o viajante deverá usar a BR-116 e a BR-376 até chegar em Garuva/SC para retomar a BR-101. Há trechos administrados por governos estaduais e concessionárias. Informações detalhadas sobre a BR-101 e cidades por onde passa, aqui.
Para o meu planejamento vou utilizar uma tabela detalhada que o Ministério dos Transportes disponibiliza na net (aqui). Nela eu tenho as parciais por trechos da BR-101 e assim posso calcular o tempo que levo de um ponto a outro e planejar melhor os pontos de paradas.
Outra fonte de informação será as condições das rodovias (aqui) e estatísticas de acidentes (aqui), ambas disponibilizadas pelo DNIT. Estas duas fontes me darão os trechos que devo ter maior cuidado e onde buscarei o melhor horário para passar. Por último, buscarei informações meteorológicas para definir uma data de partida que evite chuvas durante a viagem.
Para quem só viaja de carro, vai uma breve explicação: a autonomia da moto fica entre 150 e 250 km por tanque de combustível dependendo do modelo. O recomendado é parar bem antes de entrar na "reserva" para abastecer. Não se deve confiar que "a gasolina vai dar" e correr o risco de ficar na estrada. Se de carro poderia ir de Natal/RN a Recife/PE sem parar, de moto o ideal seria fazer duas paradas para abastecer. O que não é ruim, já que posso esticar as canelas a cada parada.
Minha moto atual me dá uma autonomia de 250 km com um tanque cheio e por isso planejarei as paradas por volta dos 200 km. Percorrendo 800 km por dia, poderia fazer todo o trecho da BR-101 em até 6 dias. Para não ficar muito cansativo, vou incluir um dia de parada em algumas cidades ao longo da BR-101 para descansar e "turistar".
As primeiras cidades do Brasil foram fundadas ao longo do litoral. Nesta viagem passarei por centros históricos antigos, como Touros/RN onde foi fixado o Marco de Posse Colonial das terras por Portugal, Olinda/PE, Porto Seguro/BA, Penedo/AL, Laranjeiras/SE e várias outras. As cidades em que vou parar para "turistar" ainda estão em aberto.
Planejando...
Comecei o planejamento usando, como tinha dito antes, uma planilha que o Ministério dos Transportes disponibiliza detalhando a BR-101 (aqui). Na planilha, inclui as colunas:- Parcial: marcará a km parcial até cada parada. Com isso, tenho o meu planejamento de abastecimento.
- Velocidade Média: colocarei uma estimativa de velocidade média planejada por trecho percorrido e terei como resultado, na coluna Tempo Estimado, o tempo que devo levar em cada trecho.
- Tempo Estimado: indicará a hora que deverei passar em cada trecho, baseado na velocidade média.
- Parada/Pausa: anotarei nesta coluna o ponto de parada para abastecimento, almoço, turismo, troca de óleo, etc.
- Km Total: será a quilometragem total percorrida até então. Esta coluna me indicará o quanto percorri da viagem e servirá para planejamento das paradas de manutenção (troa de óleo, revisão, desgaste do pneu, etc.)
Usar o Google Maps para visualizar os trechos da planilha já me deu o gostinho de viajar pela BR-101. Em vários pontos é possível usar o recurso "Street View", onde posso ver trevos, cruzamentos, pontes, etc.
Fui neste fim de semana buscar a experiência de meu padrinho e amigo Áureo Maciel, que fez várias viagens pelo Brasil de carro e de moto, para ter algumas dicas. A primeira hora foi só falando de motos, conversa que sempre rola quando vou lá. É inevitável! Depois quando falei da ideia de percorrer a BR-101 e tirei o notebook para mostrar a parcial do planejamento, ele se empolgou e indicou várias cidades onde eu poderia visitar. Algumas se distanciam muito da BR-101. Eu ainda posso ver a possibilidade de sair um pouco da rota.
Dicas importantes que consegui com ele:
- Rede Flecha: é uma rede de apoio aos motoristas e viajantes que foi muito bem recomendada. A Rede Flecha vai de Maceió/AL até o Rio de Janeiro/RJ. Se não conseguir dormir na rede, que eu procurasse um posto de caminhoneiros, pois a segurança é maior e poderia descansar tranquilamente.
- Uma transportadora aqui em Natal/RN que fez transporte de motos para um outro colega nosso. Nela poderia negocia o transporte da moto do RS para cá e voltar de avião. Voltar de moto, só se percorrer outro caminho diferente da BR-101.
- Em algumas cidades, contornar "por fora". Seguir a BR-101 por dentro de cidades grandes poderá atrasar a viagem se eu pegar engarrafamentos. Ele me lembrou que engarrafamentos em São Paulo chegam a ter mais de 100 km...
- Fazer seguro (essa eu já tinha em mente). O seguro poderá me socorrer em caso de pane na moto no meio da viagem.
Voltando ao planejamento...
Embora tenha dado uma pausa no projeto, ele não morreu. Nesse tempo de ausência eu casei e com isso minhas prioridades passaram a ser esposa e uma especialização que vinha cursando. A grana que iria levantar para o projeto passei a usar para montar a casa, terminar de pagar a moto e comprar um carro. Missão cumprida! Como a especialização acabou, agora tenho mais tempo livre para planejar.
A boa notícia é que dois amigos se interessaram pelo projeto e ir em grupo é mais seguro. Só tenho que combinar em quais cidades iremos parar para conhecer e em quanto tempo faremos a viagem. Os três teriam que programar as férias para o mesmo período, o que pode ser um pouco complicado. Mas vamos ver em 2015 conseguimos isso.
Inicialmente, iria fazer a viagem de Comet GT250R. É uma moto que roda bem e ao mesmo tempo é econômica. Mas por ter pegada muito esportiva, acaba sendo cansativa em longas viagens. Além disso, tive uma chateação na volta de uma viagem quando fui ultrapassar um carro: o motorista resolveu acelerar junto e, como a Comet embora dê uma boa final (pouco mais de 160 km/h), ela não tem aceleração e demora a chegar lá, e acabei rodando mais do que queria na faixa contrária. Não veio carro na contra-mão e como a pista era reta, podia ver bem a frente, e consegui fazer a ultrapassagem com segurança. Como esta viagem será bem maior, a probabilidade disso ocorrer novamente, e mais de uma vez, é maior. Então estou querendo trocar por uma moto de maior cilindrada que ao mesmo tempo seja mais confortável. Vamos ver o que virá pela frente.
Metade da viagem: do RN ao RJ
O plano é pegar a estrada as 6 horas e parar as 17:30, todos os dias. Poderíamos sair mais cedo e parar um pouco mais tarde, mas prefiro não cansar muito. A minha moto atual (posso trocá-la em breve) tem autonomia de 250 km, podendo ser até mais se não enrolar o cabo do acelerador. Como não sei as médias das outras motos que irão comigo (nem da minha próxima moto, caso troque), estabeleci como trecho máximo apenas 200 km. Dariam duas paradas pela manhã e duas pela tarde. As cidades de paradas para abastecimento ainda podem sofrer alterações. Eu preciso verificar em quais cidades tem postos de combustível confiável.
Todo o meu roteiro está sendo planejado para rodar no máximo a 110 km/h. Acima disso, você não tem espaço e nem tempo para reagir a qualquer imprevisto ou perigo na estrada, embora eu esteja calculando a planilha de viagem com média de 90 km/h (alguns trechos de cidade a 80 ou 70 km/h).
O plano é sair de Touros e parar em Escada/PB para almoçar, com previsão de chegada as 11h. É cedo para almoço, mas não achei outra cidade melhor mais a frente para parar. No final do dia, entraremos para Aracajú/SE por uma questão de maior opção de hospedagem e conforto. Seria um desvio de pouco mais de 15 km da BR-101, talvez menos se dormirmos na entrada da cidade. Até aí, serão aproximadamente 880 km rodados, pouco na minha opinião.
No segundo dia entraremos na Bahia por volta das 7 horas. Pararemos em Ubaitada/BA para um almoço e no final do dia em Itamaraju/BA, percorrendo um trecho de 910 km. Se a viagem fluir, tentaremos chegar a Teixeira de Freitas/BA.
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A BR-101 tem alguns trechos com interseção com outras BRs (figura ao lado). Terei que ter bastante atenção para não sair da rota original. Outra coisa que me falaram é que a Bahia tem uns trechos perigosos para rodar. Me falaram de assaltos, mas minha preocupação maior é com a má conservação da estrada e caminhões, o que poderá reduzir nossa média horária e atrasar um pouco a viagem. |
Estava fazendo o quarto dia e pensando se passava direto pelo Rio de Janeiro ou se parava para conhecer. Também há Angra dos Reis/RJ e Paraty/RJ no caminho. É triste, mas talvez eu passe direto por elas para chegar ao Sul mais cedo. Minha ideia é passear pelo Rio Grande do Sul e fazer toda a viagem em 21 dias, tempo de umas férias no trabalho, com folga de 9 dias para imprevistos.
Outro dia, quem sabe, não volto de moto só para conhecer estas belas cidades do RJ?
Segunda parte da viagem: do RJ ao RS
Conclui a planilha de viagem, mas ainda vou fazer alterações. Vou conversar com um padrinho que tem experiência de viagem no trecho Natal-São Paulo e pegar algumas dicas. Também vou ter que combinar os pontos de paradas com o grupo que vai comigo.Uma coisa bacana é que uma amiga blogueira fez esta semana uma série de postagens sobre o litoral do RJ (Compartilhe Viagens) e é justamente onde pensei em passar devagar para relaxar um pouco da viagem. Também veio a ideia de procurar Albergues para pernoitar de outro post dela (Compartilhe Viagens). A segunda parte da viagem ficou assim:
No quarto dia, atravessaremos a ponte Rio-Niterói as 06 horas da manhã, passaremos direto pelo Rio de Janeiro ("turistar" em Niterói e no Rio de Janeiro ficará para outro dia, infelizmente) e pararemos em Angra dos Reis para abastecer e tomar café. Estava procurando uma pousada ou restaurante com vista para o litoral e achei duas interessantes: Pousada do Golfinho ou Sol da Manhã.
Partiremos em seguida para Paraty, onde a previsão de chegada é as 9 horas. Rodaremos um pouco pela cidade, visitaremos alguns pontos turísticos e ficaremos para almoçar. Levantaremos vôo as 13:30 com direção à IlhaBela, litoral de SP, com previsão de chegada as 15 horas. Faremos um pequeno passeio pela ilha e pernoitaremos provavelmente em São Sebastião.
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fonte: Google Maps
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No quinto dia retornaremos ao ritmo de viagem inicial seguindo direto pelo litoral de SP. Aqui, novamente, a BR-101 tem interseção BR-116 depois de Pereuíbe/SP e somente em Joinvile/SC é que retornamos à ela novamente. Neste trecho, pararemos em Curitiba/PR para almoçar. Curitiba também ficará para "turistar" outro dia. |
Pararemos em Araranguá/SC para pernoitar, se possível. Pelo que vi no site do DNIT, após a ponte sobre o rio Cubatão, há alguns trechos em obras de duplicação e provavelmente nos atrasará.
O sexto e último dia de nossa descida nos levará ao nosso objetivo: São José do Norte/RS ,que fica no estuário da Lagoa dos Patos, também conhecido como Canal da Barra, onde almoçaremos.
Objetivo cumprido, passearemos um pouco pela cidade e pegaremos uma para atravessar o Canal da Barra e desembarcar em Rio Grande/RS. E aqui ainda não defini se estico até o Chuí/RS (+/- 240 km) ou vou para Pelotas/RS (+/- 60 km). Confesso que o Chuí é mais tentador...
Trocando de moto
Este projeto está demorando mais do que esperava, mais por compromissos e responsabilidades (trabalho) do que por vontade. A boa notícia é que está vindo uma nova moto pra realizar este projeto.
Vendi minha Comet GT250R, com muita tristeza, mas pra uma viagem mais longa, ter mais potência ajuda. Não que seria impossível ir na Béia (carinhoso apelido dela), pois há quem viaje pelo Brasil em cima de uma 125cc. Há o conforto, a segurança em ultrapassar caminhões e ônibus (ficar menos tempo na contra mão), e claro, anda-se um pouco mais rápido deixando a viagem dentro dos 21 dias planejados.
E qual foi o modelo escolhido?
- Escolhido?!? Como assim? Não comprou ainda?
Sim... No momento que escrevo ainda não fechei negócio. Estou optando por uma Bandit 650S. Há uma a venda com 16 mil km,mas também há possibilidade de usar uma carta de crédito para tirar uma zero.
Além disso, estou aguardando a nomeação no concurso que fiz. As férias demorarão um ano ou mais pra acontecer, o que é bom, pois terei mais tempo para juntar grana e organizar tudo.
Moto nova
Estou de volta com novidades! Troquei de moto! Fui convocado no Concurso!
A Bandit 650S não saiu. Fui ver uma usada em que estava de olho desde maio de 2014 mas acabei desistindo. Quando vendi a Comet, usei parte da grana pra dar um lance num consórcio VW operado pela Disal (guardem este nome!) cujo o bem é um Palio. Como assim?!? Dá pra usar carta de crédito de carro pra comprar moto??? Sim! Dá pra usar uma carta de crédito de carro para comprar moto e vice-versa (FAQ BCB, item 18). Iria usar o crédito para comprar a moto usada, mas há uma limitação de 3 anos de uso do veículo e como o ano estava virando, não dava mais. Além disto, a Suzuki estava com promoção em dezembro com desconto de R$ 6 mil na Bandit. Resolvi então pegar uma zero. Aí começou o estresse...
A Disal (guardem esse nome para nunca comprar um consórcio deles!) é sacana. Eles empacam, criam dificuldades e me atrasaram quase dois meses a aquisição da moto (explicarei melhor essa história em outro post). Só consegui a moto em 29 de janeiro. Nesse tempo, perdi a promoção da Bandit 650S (não tinham mais em estoque). Acabei repensando e optei pela GSX 650F, que é a mesma base da Bandit, porém tem melhor revenda. Não tinha nenhuma usada a venda por aqui (ou estados vizinhos) e optei em comprar zero na F1 Multimarcas, em Recife/PE (alô Lourdes, Júnior e Felipe. Aquele abraço!)
| Ainda estou me adaptando à GSX 650F. O seu peso e tamanho são bem diferentes da Comet. Ela é mais alta e fico quase na ponta dos pés (tenho 1,72m). Em termos de motor, não posso dizer muito ainda porque estou amaciando (limitado a 6 mil RPM) e rodei pouco (80km). Ela é "suave", não vibra, confortável, espaçosa (o banco é grande), silenciosa (na Comet ouvia mais do motor e do escapamento). |
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Na avaliação da minha patroa, "ela é igual a Comet"... claro que não, né? Vou rodar mais um pouco e poderei falar melhor da moto para vocês.
O único acessório que coloquei até agora foi o tankpad para evitar arranhões. Estou planejando colocar o slider da Procton que, segundo li por aí, é muito bom (Madeira Performance - SLIDERS, usar ou não?). Como já tenho alforges esportivos, por enquanto vou comprar só o afastador de alforges para que não fique pegando na carenagem. Apesar de malas rígidas serem bem mais práticas, como gastei muito agora, estou em contenção e vou deixar para comprar em outra oportunidade.
A segunda novidade é que saiu a nomeação e, como previa, passarei um ano sem férias. A viagem ficará para 2016 mesmo. Farei passeios curtos e alguns encontros de motociclistas durante 2015, limitados aos finais de semana ou no estilo bate-volta.
Uma novela nada mexicana
O projeto
Eu planejei comprar uma moto entre 600cc e 800cc, com 2 a 4 anos de uso, o que seria ideal para fazer a viagem pela BR-101. Dentro destes parâmetros, R$ 25 mil dariam para comprar a moto. Como a grana estava curta, pensei comprar usando uma carta de crédito de consórcio. A venda da Comet me garantiria o lance para contemplação. Sendo assim, fiz o consórcio no meio do ano.
Na teoria, perfeito. Na prática...
A promessa
O vendedor quando fala com você parece que está vendendo um terreno no céu, ou quase isso. O que lhe oferece é um pedaço do paraíso. Ele está fazendo a papel dele: vender. São metas a cumprir. Vender, vender e vender. Não o culpo até porque o que ele falou na venda não foi nenhuma inverdade.
No caso, a promessa era que entrando num grupo em andamento seria mais fácil ser contemplado com um lance menor (isso não é garantido, mas é plausível). Outro ponto importante seria se eu poderia usar a carta de crédito de um carro para comprar uma moto. Sim! Pode! Está lá na página do banco central (FAQ - Consórcios, item 18).
Diante das promessas dadas (lance fácil e comprar a moto com a carta), fechei negócio. O consórcio seria de um Palio básico (sim! Palio! Apesar de ser um consórcio VW), no valor de R$ 25 mil. Se a moto que eu comprasse custasse menos, poderia usar o restante para fazer um seguro, por exemplo, ou abater no valor das prestações do consórcio. Se a moto custasse mais, eu pagaria a diferença.
A empresa do consórcio? Disal (guarde esse nome).
O lance
Vendi a Comet em dezembro abaixo do que eu gostaria ter vendido, mas estava querendo a grana para dar o lance. Tinha um motivo: a moto que vinha paquerando para comprar tinha 3 anos de uso, que, pelo regulamento do consórcio, é o tempo de uso máximo para aquisição de veículo usado. Comprando em dezembro, também, poderia usar o décimo terceiro salário para complementar a compra da nova moto (transferência, seguro, manutenção inicial, etc.).
A promessa de lance fácil foi cumprida e consegui ser contemplado com pouco mais de R$ 4,5 mil. Mas aqui cabe uma ressalva: não se tem garantia nenhuma de que essa promessa poderia ser cumprida mesmo. Eu sabia disso e arrisquei um lance baixo. Caso não conseguisse, dobraria no lance no mês seguinte. Dei sorte.
Mas a sorte acabou...
O calvário
Vou colocar de forma resumida e objetiva porque a novela é grande (novela = novelo = rolo = enrolar...):
- Dia 12/12/2014 - fui contemplado por lance e efetuei o pagamento.
- Dia 19/12/2014 - compareci à concessionária local da VW, onde tem um representante da Disal, por solicitação recebida via e-mail da própria empresa, para entregar os documentos necessários para liberação do crédito.
- Dia 23/12/2014 - PRIMEIRO DESCASO: eu apresentei o comprovante de renda (3 contra cheques atualizados) com valor superior a 3 vezes o valor da parcela mensal (o mínimo exigido no regulamento do consórcio). Não tenho restrição de crédito e sou pessoa física. Mesmo assim me foi solicitado a apresentação de fiador, a revelia do regulamento do consórcio, item 49.3. Para tentar agilizar o processo, resolvi apresentar o fiador no mesmo dia. Apesar do regulamento afirmar que são dois dias úteis para avaliar a documentação, só liberaram dia 29/12/2014. No calendário da Disal, dia 24/12 não é dia útil. Mas enfim, liberaram o crédito.
- Dia 02/01/2015 - procuro moto nas concessionárias de Recife e João Pessoa, e não encontro mais a Bandit 650S na promoção (acabou o estoque). Opto então pelo modelo GSX 650F, que tem a mesma base da Bandit, porém sem o desconto de R$ 6 mil.
- Dia 09/12/2015 - fecho negócio com uma loja de Recife, a F1 Multimarcas, numa GSX 650F que eles tem disponível para pronta entrega e envio os documentos necessários para faturar a moto.
- Dia 13/01/2015 - a loja de Recife me liga dizendo que a compra foi negada. No mesmo dia vou à VW local, e de lá ligo para a F1, passo o telefone para a funcionária representante da Disal para que ela pegue os dados da moto (chassi/modelo) e conclua o cadastramento da alienação.
- Dia 14/01/2015 - eu recebo a NFe por e-mail que também foi encaminhada para o e-mail da VW local. Na mesma data, efetuo o pagamento da diferença entre o valor da carta de credito e a moto no valor de R$ 7 mil.
- Dia 16/01/2015 - a matriz da Disal me liga dizendo que não posso comprar a moto. Finjo que não ouvi. Pergunto se não receberam a NFe e dizem que não. Ligo para VW e pergunto se não haviam recebido a NFe e encaminhado para a matriz. Ele diz que sim e que vai mandar novamente para a matriz.
Olha só o absurdo! A moto está em outro estado (PE) e não sai da loja sem o pagamento (justo! concordo! vão entregar moto sem receber?). Sem a moto aqui (RN), não tem como fazer vistoria (lógico!) e, consequentemente, o emplacamento para ter o documento com a observação da alienação. Sem o documento, a Disal não paga à loja.
Não precisa mostrar o documento com a observação da alienação! Consultando no site do DETRAN com o número do chassi da moto dá pra ver que ela já estava com a anotação de alienação. E o abuso maior da Disal é ELA ME MANDAR UM E-MAIL INFORMANDO QUE A MOTO ESTÁ ALIENADA. Precisaria mostrar o documento da moto para dizer que ela está alienada?
- P*@#$!!! Pra que essa merda de exigir o documento?
- Senhor, está no regulamento do consórcio - responde a atendente da Disal.
- C#@#*&$#! Eu sei que está lá, mas é abusivo! E não precisa porque vocês já me informaram que a moto está alienada! E ainda mais no meu caso! Não tenho como fazer o documento sem a moto e a moto não sai da loja sem o pagamento!
- Senhor, mas não podemos fazer diferente. É procedimento padrão em consórcios, responde ela novamente.
- Não, não é padrão. Eu vi regulamentos de outros consórcios.
Eu digo que vou entrar com processo e desligo.
- Dia 19/01/2015 - recebo ligação da matriz da Disal onde sou informado que, "em carácter excepcional, o consórcio permitiria que eu enviasse somente o protocolo do processo de emplacamento no Detran". Ligo para a F1, comunico o fato e solicito que providenciem um despachante para fazer a vistoria da moto, a ser enviada por Sedex para mim.
- Dia 21/01/2015 - recebo o Sedex após as 14h, quando o Detran está fechado.
- Dia 22/01/2015 - compareço ao Detran e sou informado pelo chefe do setor de emplacamento que a vistoria em trânsito é somente para veículos já emplacados, e que não poderia fazer o emplacamento sem o veículo passar pela vistoria no Detran do RN.
A solução
Desisti. Sério. Paciência tem limite. Mas teve solução...
Fiz tudo o que poderia ser feito administrativamente (e pacientemente) para liberar o pagamento da moto. Chamei um amigo que é advogado e pedi para ele entrar com um processo. Paralelamente, registrei uma reclamação na ouvidoria do Banco Central. Anexei na reclamação a NFe e o documento que recebi da Disal informando que o veículo estava alienado. Expliquei que ela não pagava o veículo e exigia o CRLV com a anotação da alienação, embora ela mesmo reconhecia que já estava alienado.
Não sei se foi meu amigo indo lá para obter mais informações para o processo e perceberam que eu não estava brincando ou se foi a reclamação no Banco Central, mas o fato é que a Disal me ligou dia 26/01 informando que liberaria o pagamento (foi creditado na F1 dia 27/01).
Paguei para a moto vir de Recife para Natal e recebi a moto dia 29/01. Ainda não desisti de processar a Disal pelo transtorno que passei (update: não processei).
Por fim
A dica que tenho a passar para vocês depois desse caso (contra consórcios ou financeiras):
- façam as reclamações junto à empresa e anotem os protocolos de atendimento;
- se não resolver, registre uma reclamação no Banco Central.;
- se ainda assim não resolveu, procure um advogado ou entre com o processo no juizado de pequenas causas. Enquanto você não fizer isso, a financeira vai lhe enrolar ao máximo.
Claro, não são todas assim. Dei azar de pegar uma péssima empresa (Disal, anotou? Anote para nunca comprar consórcio dela!).
Até a próxima!
(update: o consórcio encerrou e me disseram que não houve resíduo para receber. Disal, nunca mais!)
Já foi e já voltou? Como assim?
Sim! Já fui e já voltei! E vou contar como foi...Hoje fica até mais fácil ter apoio com as redes sociais. Aproveitei um grupo no WhatsApp que participava, acompanhando um desafio de outro motociclista de Natal, para anunciar que faria o meu e que gostaria de apoio e dicas de viagem. Só em poder compartilhar a aventura em tempo real foi bacana. Não me sentia só na estrada. A cada divisa eu colocava a foto no grupo e em cada parada de posto eu lia as mensagens e anunciava a próxima parada.
O planejamento que fiz, bom... funcionou no início. Do meio pra frente, não foi bem como o planejado.
Primeiro, meu parceiro de viagem não pode ir. Arrumei um seguindo parceiro de viagem, que de última hora aconteceu um imprevisto e não pode também. Foi uma discussão chata com minha esposa, mas a convenci que poderia ir só. Havia feito uma revisão geral na moto um mês antes da viagem, troquei andamento e pneu antes do fim da vida útil para não ter surpresas na estrada. Por fim, ela acabou aceitando.
Acabei perdendo minha bagagem quando saia de Aracaju/SE (contarei no próximo post) e tive que ir parando para comprar roupas. Minha esposa, que iria de avião até Porto Alegre, resolveu descer em Curitiba/PR. Com isso, diminui o ritmo de viagem. Mas no final foi tudo ótimo, não foi exaustivo, e se pudesse, faria novamente (quem sabe não faça mesmo?)
Dia 01
Sábado, 29 de julho, fui até Touros/RN fazer a primeira foto do Desafio Rodoviário Fazedor de Chuva. Fui acompanhado do meu irmão de MC, Arthur, e sua esposa, Jane. Fizemos fotos na placa do início da BR 101:E em frente à Prefeitura de Touros, como é pedido no desafio:
Dia 02
No domingo, marquei a saída no posto Emaús as 6h. Fomos até Goianinha, 50km distante, para tomar um café e de lá eu seguiria viagem. Adriano, outro irmão de MC, teve que voltar do posto. Me acompanharam até a divisa do RN/PB minha esposa, minha amiga Roberta, Arthur e esposa, Jânio e Edjânio, dois fazedores de chuva experientes que me deram várias dicas, as quais foram muito úteis na viagem.![]() |
| Saída no Posto Emaús/RN |
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| Café da manhã em Goianinha/RN |
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| Meus amigos me acompanhando até a divisa RN/PB |
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| Divisa RN/PB |
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| Divisa PB/PE |
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| Divisa PE/AL |
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| Uma chuva de leve na estrada, pra refrescar. |
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| Divisa AL/SE |
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| Percurso do 2º dia (o 1º dia foi Touros). |
Perdi as cuecas! (e algo mais)
Tudo ia muito bem até que...Acordo cedo pensando em sair antes do café, mas o dono do albergue preparou um café simples antes da hora. Resolvi comer antes de sair. Enquanto ele preparava o café, eu preparava a moto. Pus o bauleto no lugar, lubrifiquei a corrente e esperei o café. A lubrificação da corrente virou uma preocupação diária. Além de prolongar a vida útil, aproveitava pra dar uma olhada geral na moto.
Bucho cheio, pé na estrada. Mas antes, uma passada na praia. Afinal, dormir pertinho do mar e não tirar uma foto, não dá!
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| Farol do Atalaia |
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| Praia do Atalaia |
Chegando na BR 101, coloquei pra tocar um MP3 no intercomunicador e segui viagem. Até que em uma curva o sol projeta minha sombra ao meu lado. Percebo que a parte de trás da sombra está faltando um certo volume... "Puta que pariu... minha bagagem caiu!"
Parei no acostamento e olhei para traseira da moto. Não vi sinal do suporte do baú. "Putz... caiu tudo, bauleto, suporte... fudeu...". Lembrei que ouvi um "poc" num trecho be lá atrás, mas pensei que tinha sido um buraco que o pneu passou por cima e feito o barulho. Na hora não me liguei em ver o bauleto, só soltei um pouco o guidão pra ver se tinha furado o pneu. Como a moto não balançou, continuei.
Aviso no grupo do WhatsApp o ocorrido e que iria voltar. Cato o primeiro retorno e ando uns 50km voltando para Aracajú/SE, olhando a pista contrária pra ver se via o bauleto. Nada...
Pego o retorno achando que já tinha passado do ponto onde tinha caído e retomo em direção norte. Rodo uns 40 km e nada. Paro na PRF e pergunto se alguém havia deixado lá. Nada...
Nessa hora, vejo melhor a moto e percebo que o suporte havia rompido e girou cobrindo a placa. (Eu tô pedindo pra levar multa... parar na PRF com a placa coberta...).
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| Torou na curvatura do suporte. |
Chego na borracharia e não tem ninguém. "Pronto... além de perder a bagagem, vou perder tempo também...". Pergunto na lanchonete vizinha se borracheiro iria demorar. Me responderam que ele estava mais a frente, no posto de gasolina vizinho. "Ufa! Pelo menos vou resolver logo". Fui lá, perguntei se ele tirava o suporte. Ele respondeu que sim e voltamos pra borracharia.
Percebi que ele estava tirando todo o suporte, quando eu o interrompi dizendo que era só a parte de trás. Nisso, ele perguntou se não queria que soldasse de volta o suporte. Topei: "bom... bauleto não vou colocar mais aí, mas pelo menos fica a base de apoio", pensei.
| Ó as ideias: soldar sem tirar o suporte. Doido pra queimar toda moto... |
- Relaxe pai... é só um pingo de solda.
Cruzei os dedos, fechei os olhos e torci (não rezo, quem me conhece sabe o porquê).
Terminado o serviço, percebo que ficou torto, caído para trás. Digo pra o borracheiro e ele se faz de desentendido (acho não queria tirar tudo novamente pra arrumar).
Liguei o "foda-se". Não tinha mais bauleto mesmo e estava querendo segui viagem. Paguei R$ 20 pelo teste de aterramento elétrico da moto, digo, pela solda e peguei a estrada.
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| Me esforçando para sorrir na foto depois de tudo... |
- uns 3 pares de meias;
- 5 camisetas, sendo 3 do moto clube Anarkhos;
- uma bermuda;
- uma calça jeans;
- uma camisa polo manga longa;
- uma segunda pele térmica;
- uma tolha;
- kit de higiene pessoal (shampoo, sabonete, creme dental, etc)
- capa de chuva;
- forro da calça Texx e da jaqueta Alpine Star;
- luva de couro Riffel;
- ferramentas (chaves de boca, chave de catraca, canivete, etc.);
- trava de disco (a chave ficou comigo);
- óleo de corrente C4 Motul;
- reparo de pneus: um da Motul e um kit com macarrão e cápsulas de CO2;
- um powerbank de 12.000mA que é também auxiliar de partida, caso a bateria arriasse;
- bandeira do moto clube, que tinha feito exclusivamente para esta viagem (estou com ela na foto em Touros); e
- chinelo tipo franciscano;
Por sorte, estava com todos equipamentos eletrônicos em uma mochila comigo, além de carteira com documentos, cartões e dinheiro. Resolvi levar uma mochila com o notebook porque achei que vibraria menos que se o colocasse no bauleto. Aproveitei pra colocar câmera, carregadores, etc. Lamento não ter colocado o powerbank.
No caminho, resolvi entrar em Feira de Santana para comprar roupas. Achei que seria mais fácil porque a cidade é maior, mas, justamente por ser maior, perdi muito tempo com o trânsito.
Achei um shopping (Boulevard Shopping) e comprei uma mochila, tipo academia, duas cuecas, três meias, uma camisa polo manga longa, uma bermuda, uma camiseta e produtos de higiene pessoal. Já tinha uma aranha debaixo do banco da moto que usei para amarrar. Não confiei mais no suporte, apesar do borracheiro ter dito que havia reforçado. Deixei tudo preso no banco, onde poderia me encostar e sentir a bagagem.
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| Pra que viajar com tanto, se você precisa de tão pouco? |
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| Acho que vou comprar uma moto dessa pra mim... |
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| Depois de pegar um pouco de chuva na estrada. |
"Pra frente, sempre. Porque moto não tem marcha ré!"
17 dias e 3 cuecas. E agora?
Viajar com apenas 3 cuecas (2 que comprei + 1 que estava usando) dá certo? Eu sabia que sim!O problema não é lavar a cueca suja, mas sim, como secá-la durante a noite. E o truque eu aprendi com meu irmão de MC, Adriano:
Estenda a toalha, coloque a roupa molhada em cima e depois enrole a toalha e a torça. Isso retirará boa parte da água da roupa e ela secará mais rápido.E assim fiz durante toda viagem. E sempre que possível, colocava a roupa pra secar bem próximo à saída do condicionador de ar ou do ventilador. Optei por roupas com poliéster, uma vez que secam bem mais rápido que as de algodão. #FicaDica.
Depois de tomar um banho, ligo o notebook e copio as imagens da filmadora. Aproveito para rever o planejamento da minha rota. Era pra ter chegado em Teixeira de Freitas/BA, mas parei em Cruz das Almas/BA. Atraso de 650 km, ou quase um dia. Vejo que perdi muito tempo rodando dentro de Feira de Santana/BA. Traço a rota para o dia seguinte e acho que dá pra chegar em Vitória/ES. Desligo tudo e vou dormir.
Acordo cedo, 5 horas, ainda desanimado pela bagagem que perdera no dia anterior. A noite foi mal dormida. São poucos motéis que oferecem um conforto adequado para passar a noite. A cama é revestida com uma napa impermeável, quente. O travesseiro idem. Sento-me na beira da cama, abro um pacote de biscoito que tinha comprado no dia anterior para lanchar. Ele desce goela abaixo com água. Ligo para pedir a conta e a moça avisa que tem café da manhã (ela não tinha avisado ontem que o café estava incluso na pernoite). Dispenso.
6 horas e finalmente saio do motel para pegar a estrada. Demorei pra sair por pura preguiça. Estava fazendo um pouco de frio devido a chuva que caiu durante toda noite e o quarto parecia mais aconchegante agora. "Chegar à Vitória/ES vai ser mais difícil com este atraso pra sair", penso.
Pâmela, minha esposa, já fala em descer em Curitiba/PR e seguir comigo na moto. Eu não concordo de início. Tenho três dias para rodar 3 mil km até Porto Alegre/RS. Acredito que posso fazer isso, se não ficar enrolando para sair como fiz neste dia. Por fim, ela acaba me convencendo.
A Bahia é muito chão! Quando você pensa que rodou um bocado, vê que ainda não está nem na metade! Uma placa na BR me chamou a atenção. Como cresci no metal e sou metaleiro, parei no acostamento só para fotografá-la.
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| Highway to Hell!!! 🤘🤘🤘 |
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| Uma comida leve, pra não dar sono na estrada. |
Fazendo isso, além de ganhar tempo na viagem, evita de pilotar com o estômago muito cheio, o que pode dar sono. Isso ajudou a fazer uma média de 800 km por dia.
Pego uma chuva leve na estrada que não me molha muito, mas deixa as luvas bem úmidas. Passei a sentir frio na mão. Lembrei-me das luvas de inverno que caíram junto com o baú. "Foda-se! Pra frente sempre!", penso. Se não posso trocar de luvas, só tem uma solução: esquentar as luvas no escapamento...
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| Sem luvas de inverno, a gente tem que se virar como pode. |
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| Demorou, mas sai da Bahia. |
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| Poderia ser mais, se tivesse saído mais cedo. |
Parei para fotografar divisa ES/RJ e tive uma surpresa!
Quinto dia de viagem e finalmente consigo sair cedo, as 5h30min. Está um pouco frio lá fora, em torno 16º. O que incomoda mesmo é uma chuva fina que cai. As luvas ficam úmidas e o vento frio piora ainda mais a situação.Decido parar em Vitória/ES para comprar uma capa de chuva, trocar o óleo da moto e procurar algum protetor de manete, daqueles de motocross, para ver se diminui o vento frio na mão. Fui no Shopping das motos e consegui comprar isso tudo e ainda comprei um reparo para furo de pneu, além de uma segunda pele térmica.
Infelizmente, lá não troca óleo, mas tinha uma pequena oficina em frente. Atravesso a rua, pergunto se trocam o óleo e os caras dizem que não mexem em "moto grande". (Pô, qual é a dificuldade de tirar um parafuso e drenar o óleo?). Me indicam outra oficina.
Chegando lá, o cara também não troca óleo. Porém, neste caso, de nenhuma moto. Era só uma loja de peças. Felizmente, ele tem um mecânico que faz os serviços pra loja dele e liga pedindo que o mecânico venha pra me acompanhar até oficina. (Olha aí a diferença de um bom atendimento). A oficina ficava pertinho da fábrica da Garoto.
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| Negociata de Amor |
Chegando à divisa ES/RJ, as 13h50min, paro para fotografar a placa e vejo um outro motociclista parando do outro lado, no sentido contrário. Na hora pensei: só pode ser outro aventureiro fazendo o Desafio Rodoviário Fazedor de Chuva! Coincidência? Não! É o espírito aventureiro que promove encontros como estes! Fui lá cumprimentá-lo, claro.
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| Melqui chegando para fotografar a placa da divisa (atrás do carro). |
Perguntei como estava a estrada para baixo e ele me disse que estava tudo ok, sem problemas. Eu disse que para cima iria encontrar um pouco de chuva após a Bahia. O papo foi rápido, nós dois tínhamos muito chão pela frente.
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| Um encontro de dois aventureiros, eu e Melqui. |
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| A costura está abrindo. |
Paro num hotel de beira de estrada barato. O quarto está bom pra passar a noite, mas o letreiro do hotel fica bem na minha janela, iluminando o quarto. "Se me cobrir todo, não deve atrapalhar a dormida", penso.
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| Vai ser difícil dormir com essa luz toda... |
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| Só uma pra relaxar. |
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| A cueca ainda continua branca! |
Ponho os eletrônicos para carregar, desligo tudo e cubro o rosto pra diminuir a luminosidade no quarto. Por fim a luz não incomodou e o "remédio" fez efeito: rapidinho já estou dormindo.
Litoral Rio/São Paulo
É madrugada do sexto dia e cedo, as 4h40min. Me preparo pra sair quando dá aquela vontade de sentar um pouco e fletir sobre a vida (ou seja, cagar 💩).O frio deixa a gente mais preguiçoso para sair. Apesar de acordar cedo, pego a estrada mais tarde, as 6 horas.
A GSX 650F está bem econômica. Estou conseguindo fazer médias de 22 km/l e no primeiro abastecimento do dia, consigo um recorde: fiz 24 km/l.
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| É quase o consumo de uma 125cc, #SQN |
Pego engarrafamento na ponte Rio-Niterói. A subida em Niterói é feia, passando pela região de porto. A vista da ponte é bacana, mas foco na estrada. Poderia encerrar minha viagem se um carro reduzisse na minha frente e eu batesse.
A BR 101 passa ao lado dos morros no Rio. Lembro das notícias de tiroteios. Mas nada acontece. Minha esposa liga, preocupada. Falo que está tudo bem, que já passei pelos morros e estou na BR num trecho que mal há casa em volta. Ela vai ligar várias vezes até eu sair do estado do Rio de Janeiro. Preocupação desnecessária. Finalmente chego ao litoral.
Cara... só a passagem pelo litoral do RJ e de SP já valeria a viagem. Muito bonito. Eu não tinha parado para fazer fotos na viagem, exceto das placas de divisas, mas não tinha como não parar e fazer algumas fotos do litoral do RJ. O trecho tem serra de um lado, mar do outro. É espetacular!
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| Uma das vistas do litoral do RJ. |
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| Divisa RJ/SP. |
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| Uma das belas vistas do litoral de SP. |
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| Tá só um pouco suja... |
Escurece e estendo a pilotagem noite a dentro. A estrada está muito boa e duplicada. Paro um pouco antes de chegar em Registro/SP, no posto Graal Ouro Verde, para abastecer e aproveito para jantar. O posto de serviço é muito bom. Aproveito para comprar shampoo, talco para chulé e outras pequenas coisas que faltaram comprar. Aproveito também a parada e busco hospedagem por perto.
Acho um hotel em Registro/SP, o Régis Hotel. Preço muito bom e bem confortável, não muito distante do posto Graal Ouro e me hospedo nele. Também recomendo.
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| Ainda volto outro dia para passear neste litoral. |
Calculo a rota até o aeroporto de Curitiba e vejo que se acordar cedo e não enrolar pra sair, dá para chegar pouco antes do horário do voo e pegar minha esposa sem deixá-la esperando.
Pegando dona patroa no caminho
A sexta-feira chega e não chego em Porto Alegre/RS como planejado. Daí sai mais uma lição: planejar é bom. Ótimo é ter um plano B. Mas se não tiver plano B, simplesmente siga em frente.Saio as 5h25min. Ainda está escuro e felizmente a estrada é duplicada e bem sinalizada. Dá para pilotar tranquilamente. Está fazendo um pouco de frio, iguais as manhãs anteriores. O problema é que começa a piorar. E muito! O frio incomoda tanto que, pela primeira vez, paro para me esquentar um pouco. Até então, só parava para abastecer.
Na conveniência do posto, dois caras chegam junto e fazem as perguntas de praxe: de onde vem?? Pra onde vai? Tudo isso de moto? Teve um que ficou mexendo na moto e eu não gostei. Ignorei. Me agarrei ainda mais com o meu café.
Enquanto tomava o café, deixei as luvas no escapamento pra esquentar. Porém, pela primeira vez, o escapamento não está tão quente. Dá pra tocar com a mão sem as luvas. O motor também está frio.
Sigo e o frio continua incomodando. Fico preocupado. A mão dói e eu sei que minha reação para frear ou desviar ficam mais lentas. Foco ainda mais na estrada e não percebo que passei da divisa. Paro pouco antes de chegar em Curitiba/PR. Pergunto no grupo do Whatsapp se tenho que voltar pra fazer a foto e me recomendam só abastecer e pegar o recibo.
Novamente o papo: de onde vem? Pra onde vai? E eu respondo: estou indo pro sul, mas antes vou passar no aeroporto buscar minha esposa. E o frentista uma outra pergunta: qual aeroporto?
Como assim? Tem mais de um aeroporto em Curitiba?
Foi um golpe de sorte, porque o GPS estava marcado para ir até o Aeroporto de Bacacheri. Minha esposa desembarcaria no Aeroporto de Afonso Pena. Refaço o roteiro e sigo.
Chego ao aeroporto meia hora antes do voo chegar. Enfim, um cronograma cumprido! Tenho tempo de sobra pra tomar um café e esquentar um pouco.
Pâmela desembarca trazendo na mão os alforges de nylon. Ela colocou um dentro do outro e que no espaço que sobrou, colocou o que pode de roupas. Desta vez, não trouxe o secador de cabelo (uhuu!).
Ficamos um tempo um tempo no aeroporto decidindo qual rota seguir. Ela quer conhecer Curitiba e, infelizmente, não temos muito tempo. Por fim, decidimos que iríamos somente ao Jardim Botânico.
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| Enfim juntos! |
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| Ir pra Curitiba/PR e não fazer uma foto no Jardim Botânico é o mesmo que não ir. |
A muito contragosto dela, seguimos a viagem. Teremos somente 5 dias juntos e a ideia original prevalece: passear pelo Rio Grande do Sul. Como Curitiba/PR é mais perto, podemos voltar outro dia. Além disto, ainda tem a Serra do Rio do Rastro/SC pela frente.
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| Enfim em Santa Catarina |
Paramos em um motel na beira da estrada. Estava ficando muito tarde e Pâmela estava cansada. Já falei que nem todo motel oferece conforto para uma pernoite? Este motel foi ainda mais longe: a porta do quarto trava automaticamente e só é aberta se você interfonar para a recepção. E se pega fogo no motel? O funcionário vai lembrar de abrir todas as portas antes de sair da recepção? Bom... tô cansado e ignoro isso. Quero dormir cedo.
Após umas partidas de Candy Crush sentado no vaso, vou pro chuveiro. Afinal, hoje tem... #SQN. Saio do chuveiro peladão, todo animado, mas quando chego na cama:
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| Não, hoje não tem. |
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| Não lembro o nome do motel, mas era próximo ao Champagne. |
Serra do Rio do Rastro
A Serra do Rio do Rastro/SC é uma Meca para os motociclistas. Você tem que ir uma vez na vida lá. Eu fui!Acordamos tarde. Pâmela estava cansada da viagem de avião e de rodar ontem os 665km. Arrumo a bagagem na moto, lubrifico a corrente e saímos da garagem do motel. Na recepção, tem um carro fazendo o checkout. Ele demora pra sair e eu desligo a moto.
Quando o carro sai, eu chego mais próximo e fico aguardando algum sinal do interfone. Minutos passam sem um estalo de som dele. Buzino. A recepcionista pede desculpas, não tinha me visto ali parado. Definitivamente, passei a repensar sobre pernoitar em motel
A estrada até Orleans/SC segue margeando o rio Hipólito, formando uma bela paisagem. Paramos numa padaria em Orleans/SC para tomar café da manhã antes de continuarmos.
Saindo da padaria, me perdi um pouco dentro de Orleans/SC. O GPS da Gamin apontava uma rota, e o Google Maps outra. No final, entendi que o Google queria cortar caminho por dentro da cidade enquanto o Garmin queria dar a volta por fora.
O início da subida da serra é leve com poucas curvas. A medida que nos aproximamos, ela torna-se mais acentuada e as curvas ficam mais fechadas. Existem alguns pontos que permitem parada no acostamento.
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| Deixando a marca do MC no meio da subida. |
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| Se aqui já é bonito, imagina lá em cima. |
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| Minhas lindas companheiras. |
Dei sorte e peguei quase nenhum trânsito na subida. Apesar das curvas convidativas a raspar a pedaleira, me segurei porque a moto estava com bagagem e garupa. Chegando ao mirante, visitamos as lojinhas, lanchamos e fizemos algumas fotos.
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| Vista do mirante. |
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| O sol não ajudava a manter os olhos abertos. |
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| Várias motos e alguns viajantes. |
A descida foi tão gostosa quanto a subida e só parei em Orleans/SC para abastecer. No posto, Pâmela desceu da moto sentindo enjoo de tantas curvas que fizemos na descida. Descansamos um pouco e retornamos à Tubarão/SC para entrar novamente na BR-101.
Passando por Criciúma/SC vimos alguns outlets e resolvemos parar para procurar uma bota para Pâmela. O tênis dela estava incomodando e não tinha trazido outro calçado fechado. Como já estava perto de escurecer e ela não achou nada, resolvemos entrar em Criciúma/SC para nos hospedar e ir a outros shoppings.
Devidamente instalados, trocamos de roupa sair. Fazia frio (acho que era 19ºC) e eu fui com a única roupa que tinha: chinelo, bermuda e camiseta. Torci para que no shopping o clima estivesse mais quente que o clima na rua. Deixamos a moto no hotel e pegamos um Uber.
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| Pelas roupas adequadas ao frio, conseguem adivinhar quem perdeu a bagagem? |
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| Como identificar turistas: ou está de bermuda e chinelo, ou está super agasalhado para o clima ameno. |
- Não vou dividir, não. Isso aqui tá muito bom!
- Tudo bem. Eu sabia que você iria gostar. Por isso topei dividir.
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| Quase dorme... |
Deu pra aguentar o frio de boa. Como eu trabalho com informática, a minha sala fica refrigerada abaixo de 24ºC. Dentro do shopping (Nações Shopping), como pensei, estava tranquilo. O problema foi para sair do shopping. Não aguentei. Pedimos um Uber e ficamos dentro do shopping esperando chegar. Chegando ao hotel, fomos direto dormir.
Rodamos pouco neste dia, em torno de 230 km. Valeu a pena passar pela Serra do Rio do Rastro/SC. Eu recomendo a qualquer um viajar e passar por ela.
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| Um sonho realizado: percorrer a Serra do Rio do Rastro/SC |
Desafio dado é desafio cumprido!
Aprendi a pilotar motocicletas aos 12 anos. Eu já sabia dirigir carro, já tinha a manha de como usar a embreagem, e andava de bicicleta. Bastou meu pai explicar os comandos da moto:- A embreagem é aqui, o acelerador é aqui, entendeu?
- Entendi!
- Agora desça a rua e volte.
Foi fácil. Quando voltei ele perguntou:
- Sentiu alguma dificuldade?
- Não.
- Então vá dar mais algumas voltas.
Acho que ele nunca pensou que um dia eu estaria dando uma volta pela BR 101, de ponta a ponta...
Foi uma longa jornada até agora, porém ainda há um último trecho para concluir a BR 101. É seis de agosto e acordamos cedo. Sem pressa, tomamos café no hotel. Arrumamos a bagagem e saímos as 8 horas em direção ao nosso destino final: São José do Norte/RS. Com uma hora de estrada, alcançamos a divisa SC/RS.
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| Chegamos ao Rio Grande do Sul. |
Mesmo tendo estudado todo roteiro de viagem, confiei demais no GPS. Quando coloquei o destino de São José do Norte/RS, ele traçou a rota pela BR 290. Relaxado, nem percebi. Como a BR 101 se confunde com outras BRs em alguns trechos, não dei importância no início. Só depois de rodar uns 60 km, quando vi a placa para Porto Alegre/RS, é que pensei: estamos no caminho errado. Encostei e fui ver a rota que o GPS tinha traçado. Tracei rota para Rio Grande/RS e o GPS me direcionou por Porto Alegre/RS.
Voltamos e reabasteci em Osório/RS. Desta vez, tracei a rota no GPS e confirmei o roteiro a seguir. Mais uma lição aprendida: não confie no GPS.
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| Confie nas placas! |
Chegamos em São José do Norte/RS por volta das 17 horas e não achamos a sede da prefeitura para podermos fazer a foto. Rodamos um pouco usando o GPS até que, pedindo informações num posto de gasolina, nos informaram que havia mudado de local. Orientados, chegamos na portaria e pedimos autorização para fotografar. A guarda patrimonial sorriu e deixou entrarmos. Acho que ela deve estar acostumada com motociclistas aparecendo lá para fazer fotos.
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| Demorou, mas achamos! |
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| Desafio dado é desafio cumprido! |
Como não achamos muitas opções de pernoite em São José do Norte/RS, seguimos para Rio Grande/RS. Pelo horário, perdemos a balsa, porém conseguimos colocar a moto no barco que faz a travessia de passageiros. Deu um pouco de trabalho para subir no barco devido aos alforjes, mas conseguimos.
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| Se a canoa não virar / Olê olê olê olá / Eu chego lá... |
Falta ainda a volta pela BR 116. Acabei não escrevendo sobre a volta, mas um dia, quem sabe?






























































