segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Parei para fotografar divisa ES/RJ e tive uma surpresa!

Quinto dia de viagem e finalmente consigo sair cedo, as 5h30min. Está um pouco frio lá fora, em torno 16º. O que incomoda mesmo é uma chuva fina que cai. As luvas ficam úmidas e o vento frio piora ainda mais a situação.

Decido parar em Vitória/ES para comprar uma capa de chuva, trocar o óleo da moto e procurar algum protetor de manete, daqueles de motocross, para ver se diminui o vento frio na mão. Fui no Shopping das motos e consegui comprar isso tudo e ainda comprei um reparo para furo de pneu, além de uma segunda pele térmica.

Infelizmente, lá não troca óleo, mas tinha uma pequena oficina em frente. Atravesso a rua, pergunto se trocam o óleo e os caras dizem que não mexem em "moto grande". (Pô, qual é a dificuldade de tirar um parafuso e drenar o óleo?). Me indicam outra oficina.

Chegando lá, o cara também não troca óleo. Porém, neste caso, de nenhuma moto. Era só uma loja de peças. Felizmente, ele tem um mecânico que faz os serviços pra loja dele e liga pedindo que o mecânico venha pra me acompanhar até oficina. (Olha aí a diferença de um bom atendimento). A oficina ficava pertinho da fábrica da Garoto.
Negociata de Amor
Troquei somente o óleo, sem trocar o filtro, para não atrasar tanto. Saio as 11 horas e o trânsito está fluído. Alcanço a BR 101 em pouco tempo e sigo em frente.

Chegando à divisa ES/RJ, as 13h50min, paro para fotografar a placa e vejo um outro motociclista parando do outro lado, no sentido contrário. Na hora pensei: só pode ser outro aventureiro fazendo o Desafio Rodoviário Fazedor de Chuva! Coincidência? Não! É o espírito aventureiro que promove encontros como estes! Fui lá cumprimentá-lo, claro.
Melqui chegando para fotografar a placa da divisa (atrás do carro).

Perguntei como estava a estrada para baixo e ele me disse que estava tudo ok, sem problemas. Eu disse que para cima iria encontrar um pouco de chuva após a Bahia. O papo foi rápido, nós dois tínhamos muito chão pela frente.

Um encontro de dois aventureiros, eu e Melqui.
Numa parada de abastecimento descubro que minha calça nova, comprada especialmente para esta viagem, está rasgando.
A costura está abrindo.
Por sorte, o bolso tem um forro próprio e não há risco da carteira cair (já basta a bagagem perdida antes). Sigo até Itaboraí/RJ e começa a escurecer. Resolvo não ir até Niterói/RJ pensando na minha segurança.

Paro num hotel de beira de estrada barato. O quarto está bom pra passar a noite, mas o letreiro do hotel fica bem na minha janela, iluminando o quarto. "Se me cobrir todo, não deve atrapalhar a dormida", penso.
Vai ser difícil dormir com essa luz toda...
Saio para fazer um lanche num posto vizinho e volto com um Gatorade, para hidratar o corpo, e um remédio natural para ajudar a relaxar e dormir:
Só uma pra relaxar.
Ah, claro... não esqueci de lavar a cueca do dia. Depois do macete da toalha, improvisei um varal na saída do condicionador de ar e de manhã já estava tudo seco.
A cueca ainda continua branca!
Consegui fazer 687km, mesmo parando em Vitória/ES para fazer compras e trocar o óleo. Traço o roteiro para o dia seguinte e vejo que daria chegar em Porto Alegre/RS em dois dias, rodando uma média de 800km por dia. Minha esposa me convence a pegá-la em Curitiba/SC.

Ponho os eletrônicos para carregar, desligo tudo e cubro o rosto pra diminuir a luminosidade no quarto. Por fim a luz não incomodou e o "remédio" fez efeito: rapidinho já estou dormindo.

Próximo post: passando pelo litoral do RJ e de SP.

Nenhum comentário:

Postar um comentário