Acordo cedo pensando em sair antes do café, mas o dono do albergue preparou um café simples antes da hora. Resolvi comer antes de sair. Enquanto ele preparava o café, eu preparava a moto. Pus o bauleto no lugar, lubrifiquei a corrente e esperei o café. A lubrificação da corrente virou uma preocupação diária. Além de prolongar a vida útil, aproveitava pra dar uma olhada geral na moto.
Bucho cheio, pé na estrada. Mas antes, uma passada na praia. Afinal, dormir pertinho do mar e não tirar uma foto, não dá!
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| Farol do Atalaia |
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| Praia do Atalaia |
Chegando na BR 101, coloquei pra tocar um MP3 no intercomunicador e segui viagem. Até que em uma curva o sol projeta minha sombra ao meu lado. Percebo que a parte de trás da sombra está faltando um certo volume... "Puta que pariu... minha bagagem caiu!"
Parei no acostamento e olhei para traseira da moto. Não vi sinal do suporte do baú. "Putz... caiu tudo, bauleto, suporte... fudeu...". Lembrei que ouvi um "poc" num trecho be lá atrás, mas pensei que tinha sido um buraco que o pneu passou por cima e feito o barulho. Na hora não me liguei em ver o bauleto, só soltei um pouco o guidão pra ver se tinha furado o pneu. Como a moto não balançou, continuei.
Aviso no grupo do WhatsApp o ocorrido e que iria voltar. Cato o primeiro retorno e ando uns 50km voltando para Aracajú/SE, olhando a pista contrária pra ver se via o bauleto. Nada...
Pego o retorno achando que já tinha passado do ponto onde tinha caído e retomo em direção norte. Rodo uns 40 km e nada. Paro na PRF e pergunto se alguém havia deixado lá. Nada...
Nessa hora, vejo melhor a moto e percebo que o suporte havia rompido e girou cobrindo a placa. (Eu tô pedindo pra levar multa... parar na PRF com a placa coberta...).
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| Torou na curvatura do suporte. |
Chego na borracharia e não tem ninguém. "Pronto... além de perder a bagagem, vou perder tempo também...". Pergunto na lanchonete vizinha se borracheiro iria demorar. Me responderam que ele estava mais a frente, no posto de gasolina vizinho. "Ufa! Pelo menos vou resolver logo". Fui lá, perguntei se ele tirava o suporte. Ele respondeu que sim e voltamos pra borracharia.
Percebi que ele estava tirando todo o suporte, quando eu o interrompi dizendo que era só a parte de trás. Nisso, ele perguntou se não queria que soldasse de volta o suporte. Topei: "bom... bauleto não vou colocar mais aí, mas pelo menos fica a base de apoio", pensei.
| Ó as ideias: soldar sem tirar o suporte. Doido pra queimar toda moto... |
- Relaxe pai... é só um pingo de solda.
Cruzei os dedos, fechei os olhos e torci (não rezo, quem me conhece sabe o porquê).
Terminado o serviço, percebo que ficou torto, caído para trás. Digo pra o borracheiro e ele se faz de desentendido (acho não queria tirar tudo novamente pra arrumar).
Liguei o "foda-se". Não tinha mais bauleto mesmo e estava querendo segui viagem. Paguei R$ 20 pelo teste de aterramento elétrico da moto, digo, pela solda e peguei a estrada.
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| Me esforçando para sorrir na foto depois de tudo... |
- uns 3 pares de meias;
- 5 camisetas, sendo 3 do moto clube Anarkhos;
- uma bermuda;
- uma calça jeans;
- uma camisa polo manga longa;
- uma segunda pele térmica;
- uma tolha;
- kit de higiene pessoal (shampoo, sabonete, creme dental, etc)
- capa de chuva;
- forro da calça Texx e da jaqueta Alpine Star;
- luva de couro Riffel;
- ferramentas (chaves de boca, chave de catraca, canivete, etc.);
- trava de disco (a chave ficou comigo);
- óleo de corrente C4 Motul;
- reparo de pneus: um da Motul e um kit com macarrão e cápsulas de CO2;
- um powerbank de 12.000mA que é também auxiliar de partida, caso a bateria arriasse;
- bandeira do moto clube, que tinha feito exclusivamente para esta viagem (estou com ela na foto em Touros); e
- chinelo tipo franciscano;
Por sorte, estava com todos equipamentos eletrônicos em uma mochila comigo, além de carteira com documentos, cartões e dinheiro. Resolvi levar uma mochila com o notebook porque achei que vibraria menos que se o colocasse no bauleto. Aproveitei pra colocar câmera, carregadores, etc. Lamento não ter colocado o powerbank.
No caminho, resolvi entrar em Feira de Santana para comprar roupas. Achei que seria mais fácil porque a cidade é maior, mas, justamente por ser maior, perdi muito tempo com o trânsito.
Achei um shopping (Boulevard Shopping) e comprei uma mochila, tipo academia, duas cuecas, três meias, uma camisa polo manga longa, uma bermuda, uma camiseta e produtos de higiene pessoal. Já tinha uma aranha debaixo do banco da moto que usei para amarrar. Não confiei mais no suporte, apesar do borracheiro ter dito que havia reforçado. Deixei tudo preso no banco, onde poderia me encostar e sentir a bagagem.
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| Pra que viajar com tanto, se você precisa de tão pouco? |
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| Acho que vou comprar uma moto dessa pra mim... |
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| Depois de pegar um pouco de chuva na estrada. |
"Pra frente, sempre. Porque moto não tem marcha ré!"
Próximo post: como viajar com apenas três cuecas.
PS: vou tentar soltar um post toda segunda-feira, cada um relatando um dia de viagem. (tenham paciência)








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